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RODRIGO ANDRADE

DUAS CAVERNAS
01 . jun . 2017  -  01 . jul . 2017 , Galeria Millan e Anexo Millan
abertura 31 . mai . 2017, 19h - 22h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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    Detalhe de Bellini
    2016
    Óleo sobre tela sobre mdf
    60 x 75 cm

Um dos mais importantes pintores da geração 80, Rodrigo Andrade expõe, de 1 de junho a 1 de julho de 2017, sua produção mais recente na Galeria Millan e Anexo Millan. Duas Cavernas contempla as principais vertentes trabalhadas intensamente pelo artista nos últimos meses. Conhecido por sua capacidade de mudar radicalmente o rumo de sua produção, em busca de novos caminhos de pesquisa, Andrade vive um momento de maior síntese, em que os vários percursos trilhados em 33 anos de carreira parecem confluir para uma maior interação. E cria, com essa exposição, uma interessante interface de diálogo com a grande mostra retrospectiva de sua obra, que ocorre no final do ano na Estação Pinacoteca.

Ao todo a mostra reunirá entre 25 e 30 telas, que se organizam em torno de três eixos principais: as paisagens, inspiradas em sua grande maioria por obras clássicas assinadas por mestres como Ruysdael, Uccello e Bellini (que ocuparão o espaço da galeria); as pinturas abstratas, chamadas de Bilaterais, formadas por dois grandes campos cromáticos em equilíbrio (exibidas no anexo); e, como fiel da balança – por trazer questões familiares aos dois grupos anteriores – uma série de trabalhos recentes, apelidados de “figuras binárias".

Essas figuras binárias transitam entre o abstrato e o figurativo e lidam sempre com a ideia do duplo, do reflexo, aspecto bastante presente em toda a produção do artista. Algumas delas remetem ao universo dos cartoons ou a referências da história da arte (é o caso das telas Fera e Princesa, em diálogo evidente com São Jorge e o Dragão, de Uccello, e Bicho e Pedra, depois de Neves Torres, feita a partir de um trabalho do autor citado no título). Outras mais indecifráveis, como a gigantesca pintura mural, de 6 x 11 metros, que Andrade fará numa das paredes do anexo.

As grutas, catacumbas e rochedos, temas pitorescos do século XIX, encantam o artista há tempos e ele vem colecionando imagens do gênero desde 2010 e reelaborando pictoricamente esse motivo, até chegar no estágio atual.  Tanto as cavernas como seus outros trabalhos são corpos volumétricos que se projetam para além do plano e conquistam o espaço. Para lidar com as massas de tinta – num tipo de trabalho que remete às pinturas com formas geométricas feitas por ele nos anos 2000, e que acabaram se tornando uma espécie de assinatura artística – Andrade lança mão de máscaras, moldes cuidadosamente desenhados no processo de recortar.

Desde os primeiros anos, quando seu trabalho e o de outros companheiros – reunidos no ateliê Casa 7 – ganhou projeção ao participar da 18a Bienal de São Paulo, várias foram as mudanças radicais em sua produção. A última delas ocorreu em 2010, quando Andrade – que vinha fazendo um trabalho fortemente abstrato – surpreendeu o circuito com as paisagens negras, imateriais, feitas a partir de registros fotográficos, que mostrou na 29a Bienal (2010). Agora, além de uma enorme vitalidade e de um retorno em busca a uma maior presença da cor e da forma, o artista parece mais disposto a trilhar caminhos paralelos, descobrindo em cada um deles elementos para nutrir sua pesquisa.

 

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ARTUR BARRIO E CRISTINA MOTTA

"AGUATÁ - ...... C .....A ...O .... S"
09 . mar . 2017  -  08 . abr . 2017 , Anexo Millan
abertura 08 . mar . 2017, 19h - 22h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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    Cristina Motta
    "Vestígios de Uma Obra", 2016

Pela primeira vez ocupando o Anexo Millan, Artur Barrio Cristina Motta apresentam a mostra "AGUATÁ - ......C .....A ...O ....S", que reúne 40 imagens divididas em três séries: “Vestígios de uma Obra”, “Águas Envenenadas” e “Enfante”. Ao lado das fotografias de Cristina Motta, Artur Barrio apropria-se do espaço expositivo como que transformando-o em ateliê onde cria, poucos dias antes da abertura, uma situação ou experiência inédita.

A produção de Artur Barrio desafia o vocabulário artístico tradicional, de forma que a palavra “exposição” (e seu significado historicamente sedimentado) mal parece se adequar ao que o artista propõe com as ações que realiza em galerias e espaços institucionais pelo mundo. Mais que estender, reduzir ou distorcer a significação corrente de conceitos como espaço expositivo, obra de arte e exposição, Barrio opera a partir de outra lógica, questionando aquilo que está na essência de tais ideias e frustrando deliberadamente as expectativas que nos guiam, enquanto público de arte, ao entrarmos em contato com elas.

Ao reconhecer o modus operandi não só do sistema de arte mas de sistemas em geral, e ao não se identificar com eles, Barrio não se resigna a criar um trabalho que, ao se opor a tais ordenamentos, continue reconhecendo (negativamente) as mesmas questões essenciais; mais que isso, sua poética radical mostra que a desordenação, a quebra de fronteiras, o efêmero e a reversibilidade das situações são “exercícios de liberdade” de forte poder emancipatório.

Enquanto ocupa o longo salão principal do Anexo Millan (inaugurado em 2015 e localizado a 50 metros da Galeria Millan), a fotógrafa Cristina Motta apresenta, no salão de entrada do espaço, cerca de 40 fotografias inéditas produzidas em 2016, divididas em três séries (“Vestígios de uma Obra”, “Águas Envenenadas” e “Enfante”).

Apaixonada pela pintura, a artista busca a essência dessa técnica através da fotografia. Essa devoção é percebida quando atentamos para seus trabalhos fotográficos a princípio quase abstratos, mas que quando vistos com mais atenção mostram-se dotados de grande força poética, originada em suas experimentações com a natureza, luzes, sombras e movimento. Sua obra opera entre a ilusão e o detalhe, na escolha de certos tons de cor, como o azul, que predominam em imagens aparentemente obscuras mas que revelam situações de mundo frágeis e de grande beleza.

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BOB WOLFENSON

NÓSOUTROS
01 . fev . 2017  -  24 . fev . 2017 , Anexo Millan
abertura 31 . Jan . 2017, 19h - 22h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • New_york__spring_2013_-70_x_183cm-_harlem
    Nova York, Primavera 2013
    70 x 193 cm
  • Miami__summer_2013_-70_x_229_5cm-
    Miami, Verão 2013
    30 x 95 cm
  • Paris__spring_2014_-70_x_226_5cm-
    Paris, Primavera 2014
    70 x 219,5 cm
  • Marrakech__out_2014_-75_x_230cm-
    Marrakesh, Outubro 2014
    75 x 230 cm
  • Londres_cf020828_4_-70_x_191_5cm-
    Londres, Outono 2012
    30 x 83 cm
  • New_york__spring_2013_-75x_226cm-
    Nova York, Primavera 2013
    75 x 224 cm

NÓSOUTROS

A ideia desta série me ocorreu em 2012, num passeio pela praia de Coney Island, nos arredores de Nova York. Ao iniciar o caminho de volta a Manhattan, observei com interesse uma massa de desconhecidos entre si que aguardavam para atravessar a rua depois de um dia de lazer intenso sob o sol escaldante do verão nova-iorquino. A postura compartilhada de meros pedestres esperando o sinal abrir os tornava semelhantes, ao mesmo tempo que figurinos e tatuagens, anatomia, cor da pele e atitude (euforia ou introspecção) os distinguia. Fotografei-os com minha Leica de pequeno formato e guardei essas imagens como uma simples curiosidade de viajante. Mais tarde, ao revê-las em meu computador, surgiu a vontade de fotografar e organizar cenas como aquela mundo afora, ressaltando um dos mais marcantes paradoxos do ser humano, tão evidente naquele primeiro instante registrado: o de ser igual e diferente, o desejo de pertencer a um grupo e ao mesmo tempo querer se distinguir dele.

A ambição de criar painéis representativos de identidades humanas diversas porém genéricas me levou a vários países e populações. Um ano depois voltei a Coney Island, devidamente equipado com uma câmera de médio formato cuja performance na captura das imagens em alta definição é sua característica principal – suponho e quero que este aspecto permita ao espectador passear os olhos pelas ampliações e ver até o que o fotógrafo não enxerga quando dispara o obturador. Escolhi também fotografar grupos mais singulares, como os judeus ortodoxos de Crown Heights, os afro-americanos do Harlem, ambos em Nova York, bem como executivos engravatados chegando ao trabalho num típico dia de frio do inverno inglês, na City londrina. No mais, a maioria das cenas mostradas aqui foi feita a partir da procura fortuita de lugares onde o afluxo de transeuntes parecesse adequado ao meu intuito. No entanto, ao postar a câmera em um cruzamento e apontá-la para os que vão atravessar a rua, encontrei naturais desconfianças, mas encontrei também: as velozes transformações dos hábitos urbanos, os múltiplos signos da moda e a pluralidade étnica cada vez mais comum na vida contemporânea. Tudo isso emoldurado por recortes nas grandes metrópoles e pela condição climática vigente de cada época e local, a qual determinava a roupa e os humores dos passantes.

O processo de realização das fotografias seguiu princípios rígidos: as tomadas foram sempre feitas em cruzamentos ou faixas de segurança, e as pessoas estavam de fato naqueles lugares, mesmo que não tenham sido fotografadas no mesmo momento em que as que aparecem a seu lado na cópia final. Fiz algumas montagens para ressaltar os pressupostos que me levaram a realizar esta ideia. Por mais racional que seja uma empreitada como esta, o imponderável estará sempre presente enquanto houver o instante fotográfico. Nos anos em que me dediquei a este trabalho, pude perceber claramente que quando se está com uma máquina fotográfica no meio da rua, mesmo que com um tripé e com conceitos específicos em mente, não se pode controlar muita coisa. A rua é viva e nos impõe essa vivacidade.

Bob Wolfenson

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FELIPE COHEN

OCIDENTE
23 . nov . 2016  -  20 . dez . 2016 , Galeria Millan
abertura 22 . nov . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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    Sem Título, 2016 (detalhe)
    Confetes
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    Série Luz Partida #20, 2016
    Pintura sobre madeira
    55 x 49 cm
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    Vista geral da exposição
  • _18a1819
    Série Luz Partida #2, 2016
    Pintura sobre madeira
    61 x 49 cm
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    Série Luz Partida #1, 2016
    Pintura sobre madeira
    37 x 37 cm
  • _18a2675
    Vista geral da exposição
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    Série Luz Partida #3, 2016
    Pintura sobre madeira
    61 x 49 cm
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    Vista geral da exposição

Em “Ocidente”, a segunda exposição individual que Felipe Cohen (1976) apresenta na Galeria Millan (a primeira, “Lapso”, aconteceu em 2013), o artista paulistano explora o gênero da paisagem a partir de elementos próprios da geometria e da luz.

Na série de trabalhos “Luz Partida”, por exemplo, Cohen pinta triângulos de madeira com medidas regulares combinando-os de forma a construir paisagens elementares constituídas, em sua maioria, por mares, montanhas, sóis e céus. São pinturas “objetuais” que buscam uma relação entre a precisão da geometria e o forte caráter atmosférico das imagens, dado essencialmente pela escolha das cores (azul, marrom, verde, amarelo) e da perspectiva sugerida pelas diagonais dessas peças de madeira com formatos triangulares, quase lúdicas.

Nos outros três trabalhos da exposição, intitulados “Ocaso #3”, “Lago” e “Ocidente”, o artista parte de dispositivos como vitrines e prateleiras para relacionar diferentes materiais (MDF, feltro, vidro) e formas geométricas (círculos, triângulos, retângulos), buscando coincidências com fenômenos naturais da paisagem terrestre.

Por fim, Cohen apresenta uma intervenção no espaço expositivo da galeria, na qual leves e coloridos confetes de papel são perfeitamente encaixados em buracos com sutil profundidade no chão, buscando criar, novamente, uma relação paradoxal entre as ideias de efemeridade e de concretude.

SERVIÇO:
"Ocidente" – Exposição individual de Felipe Cohen.
Abertura: 22 . nov . 2016, terça-feira, 19h – 22h. Galeria Millan.
Visitação: 23 . nov – 20 . dez . 2016, ter – sex, 10h às 19h; sáb, 11h às 18h.

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TUNGA

PÁLPEBRAS
18 . out . 2016  -  10 . dez . 2016 , Galeria Millan e Anexo Millan
abertura 15 . out . 2016, 12h - 16h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • 2016_10_18_expo_millan_aos_seus_pes_35_fotogabicarrera
    A Seus Pés, 2014 (detalhe)
    Resina, turmalina negra, couro e ferro
    720 x 350 x 500 cm
  • 2016_05_02_galpao_fotogabicarrera
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Resina
  • Obra_da_se-rie_morfolo-gicas_-01-low
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Resina e ferro
    55 x 47 x 41 cm
  • 2016_05_02_galpao_002_fotogabicarrera_alta
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Bronze e ferro
  • 2016_05_02_galpao_019_photo_gabi_carrera
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Bronze e ferro
    86 x 70 x 50 cm
  • Phano_tng01low
    Phanógrafo, 2009
    Tecido, madeira, cordoalha de aço, vidro, cristal, pérola, esponja e água cromatizada
    85 x 34 x 31 cm
  • Obra_da_se-rie_-phano-grafos-_-02-low
    Phanógrafo, 2009
    Tecido, madeira, cordoalha de aço, vidro, cristal, pérola, esponja e água cromatizada
    85 x 34 x 31 cm
  • Tu_8533
    Sem título, 2015
    Rede, ferro e resina
    Dimensões variáveis
  • Tu_8509
    Sem título, 2008
    Papel, luvas de algodão, pastel, corais
    20 x 65 x 54 cm
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    Tunga trabalhando em seu ateliê

Tunga, um dos mais potentes criadores da arte contemporânea brasileira, morreu precocemente em junho passado, aos 64 anos, deixando pronta aquela que seria a sua próxima exposição. A Galeria Millan dá continuidade aos planos do artista e inaugura, no dia 15/10, em seus dois endereços, a mostra "Pálpebras", reunindo um conjunto de trabalhos inéditos ou pouco vistos no Brasil.

Na sede da Millan, além de algumas esculturas da série "Morfológicas", poderão ser vistos os "Phanógrafos", peças derivadas do série "Cooking Crystals" (2010). Pouco exibidas desde então, são caixas que servem como recipiente, ou suporte, para assemblages de diferentes objetos e materiais, como garrafas, cálices, âmbar, pedras ou elementos escatológicos. Objetos que, segundo Tunga escreveu, têm “algo de talismã, se configurando como uma lamparina”.

No Anexo Millan, novo espaço inaugurado em 2015, será exposta a série completa das "Morfológicas", esculturas orgânicas que remetem ao corpo, sensuais, por vezes surreais e muitas vezes eróticas – lembrando vulvas, glandes, línguas, bocas, dedos e seios – que se originaram de outros conjuntos de trabalhos (como a série "From la Voie Humide", de 2014) mas nunca foram mostradas independentemente no Brasil, mesmo que respeitando sua posição um tanto indefinida entre estudo de forma (como indica o próprio título) e obra acabada.

Um desses projetos começou a ser confeccionado em grandes dimensões para a Feira Internacional de Arte Contemporânea (FIAC), em Paris. A peça, intitulada "A Seus Pés", tem sete metros e – como é usual em seu trabalho – é composta por diferentes partes. O elemento central é uma forma roliça e longa, com unhas em cada extremidade, como se fossem dedos que apontam para lados distintos. Um deles está “grávido”, como se gerando as vagens que dele pendem.

"Pálpebras" não é uma tentativa de síntese ou de olhar retrospectivo, mesmo porque, no caso de Tunga, a noção de retrospectiva não faz sentido. Afinal, seu trabalho parece marcado por um retorno cíclico a um manancial de elementos, físicos e psíquicos, que ressurgem de tempos em tempos, transfigurados em diferentes leituras. É como se testemunhássemos, interagíssemos com fragmentos de alguma história ou ação passada, seja pelo caráter instável de seus arranjos, que permitem infinitas possibilidades de reagrupamento, seja pelas várias camadas de leitura que se sobrepõem, criando um hipnótico enigma.

Esses mesmos ecos temporais se fazem sentir nas obras mais recentes. Mesmo que em vários momentos assumam um caráter mais escultórico, os aspectos centrais de seus mais de 40 anos de intensa produção – período no qual Tunga flertou com o surrealismo, se avizinhou da arte conceitual e muitas vezes pareceu agir mais como um xamã ou um cientista – estão novamente presentes.

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MIGUEL RIO BRANCO

BARRO
04 . set . 2016  -  01 . out . 2016 , Anexo Millan
abertura 03 . set . 2016, 12h - 16h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Mrb_0816_006_t2
    As Três Graças
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    180 x 90 cm | 60 x 90 (cada)
  • Ma-o_no_barro89_6x75
    Barro
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    100 x 100 cm
  • Mrb_8381_100x150
    Ritmo dos Santos
    Impressão sobre papel Fuji
    100 x 150 cm
  • Mrb_8686_160x180
    Timbó
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    200 x 210 cm | 12 imagens 50 x 70 cm (cada)
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    Maternidade (detalhe)
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    150 x 100 cm
  • Mrb_8379_175x90
    Cumaru
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    175 x 90 cm
  • Mrb_8390_80x240
    O Raio e a Pomba
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    240 x 80 cm
  • Mrb_8388_60x90
    Preparando para a Caçada
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    60 x 90 cm
  • Mrb_8393_60x270
    A Queda do Braço
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    60 x 270 cm
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    A Mão e a Chaga
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    80 x 106 cm

O Anexo Millan tem o prazer de apresentar “Barro”, a nova individual do artista visual Miguel Rio Branco, um dos mais destacados fotógrafos brasileiros do cenário contemporâneo e o único a integrar a agência de fotografia Magnum, fundada por Cartier-Bresson e Robert Capa em 1947. A mostra no Anexo Millan, com abertura marcada para 03/09, sábado, das 12h às 16h, reúne cerca de 24 trabalhos de Rio Branco realizados do início da década de 1980 até recentemente. “Minhas novidades são feitas com coisas velhas”, costuma dizer o artista.

Entre os highlights da mostra estão imagens de índios caiapós feitas na aldeia de Gorotire, no sul do Pará, ao longo da década de 1980. Muitos desses registros aparecem também no curta-metragem “Sob as estrelas, as cinzas”, de 14 minutos de duração, que será projetado em looping em uma sala no Anexo. Uma curiosidade: uma das mais belas fotografias tiradas em Gorotire e agora apresentada na exposição, trazendo dois índios com ornamentos de penas vermelhas correndo durante um ritual típico, havia aparecido anteriormente na capa do disco “The Rhythm of the Saints” (1990), do músico norte-americano Paul Simon.

Há também, em “Barro”, imagens de mineradores feitas durante a passagem de Miguel por Serra Pelada, também no Pará; outras de elementos barrocos e de azulejos de tradição portuguesa; e outras, ainda, de paisagens impactantes e devastadas por queimadas. O impressionante políptico “Barro”, que batiza a exposição e que nunca havia sido apresentado no Brasil, combina com maestria elementos e cenários que conversam com as fotografias espalhadas pela individual. Quem adentra a primeira sala do Anexo Millan, com seu pé-direito de quase sete metros, é, de imediato, surpreendido pela força dessa obra e sua incrível combinação de 18 imagens.

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TATIANA BLASS | REGINA PARRA

INDIVIDUAIS
22 . jul . 2016  -  20 . ago . 2016 , Anexo Millan e Galeria Millan
abertura 21 . jul . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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    Tatiana Blass
    Bocejo, 2016
    Videoinstalação, 1'30"
  • _18a2328
    Regina Parra
    Por Que Tremes, Mulher?, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    33 x 46 cm
  • Tb_8219_50x70_2015
    Tatiana Blass
    Sala Laranja, 2015
    Guache sobre algodão
    50 x 70 cm
  • Rp_8298_28x42_2016
    Regina Parra
    Aquele que Grita, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    28 x 42 cm
  • Tb_8214_24x32_2015
    Tatiana Blass
    Borkman #6, 2015
    Guache sobre papel
    24 x 32 cm
  • Rp_8303_8x125_8x100_2016
    Regina Parra
    Manter-se/Tornar-se, 2016
    Luminoso em néon
    8 x 125 cm/ 8 x 100 cm
  • Tb_8328_21x30_2016
    Tatiana Blass
    Sala Azul #3, 2016
    Guache sobre papel
    21 x 30 cm
  • _18a2333
    Regina Parra
    Virar Homem ou Desaparecer, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    60 x 40 cm
  • Tb_8220_40x50_2016
    Tatiana Blass
    Holofotes, 2016
    Guache sobre linho
    40 x 50 cm
  • Rp_8299_28x42_2016
    Regina Parra
    Aquele que Grita II, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    28 x 42 cm

A Galeria Millan abre simultaneamente duas novas individuais em seus espaços, no dia 21/07 (quinta-feira), a partir das 19h: "A Desprofissão", de Tatiana Blass (Anexo Millan), e "Por Que Tremes, Mulher?", de Regina Parra (Galeria Millan).
 
Tatiana Blass apresenta, na individual "A Desprofissão", novas séries de pinturas em guache e vídeos (como a videoinstalação "Bocejo", levada à ARCOmadrid 2016), alguns deles inéditos. A nova individual marca também o lançamento de um livro dedicado à carreira da artista, no dia 06/08 ("Tatiana Blass", Ed. Automática). Nessa mesma data, às 11h30, acontecerá no Anexo Millan uma conversa entre José Augusto Ribeiro e Tatiana Blass.
 
Já Regina Parra, em sua primeira exposição individual na Galeria Millan, intitulada “Por Que Tremes, Mulher?” e com curadoria de Moacir dos Anjos, reúne nove pinturas, uma série de desenhos, instalações e um vídeo. Os novos trabalhos refletem uma espécie de “arqueologia da violência”. Não a brutalidade que ganha destaque da mídia diariamente, mas aquela que, muitas vezes, está por trás dela: a violência velada nas relações do dia-a-dia, seja hoje, seja na época da escravidão. Um bate-papo entre Regina Parra e o curador Moacir dos Anjos acontece na Galeria Millan, em 23/07 (sábado), às 11h30.
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