assinar a newsletter

Filtrar:


TIAGO MESTRE

NOITE. INEXTINGUÍVEL, INEXPRIMÍVEL NOITE.
12 . jul . 2017  -  12 . ago . 2017 , Galeria Millan
abertura 12 . jul . 2017, 19h - 22h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Tm_9210_30x17x16_2017
    Crash
    2017
    cerâmica
    30 x 17 x 16 cm
  • Tm_9217_18x17x17_2017
    Canaletto
    2017
    guache sobre argila crua
    15 x 12 x 8 cm
  • Tm_9213_70x30x25_2017
    Árvore
    2017
    argila crua
    70 x 30 x 25 cm

Artista português que vem ganhando destaque na cena artística brasileira, Tiago Mestre expõe, entre 12 de julho e 12 de agosto, pela primeira vez na Galeria Millan. A mostra “Noite. Inextinguível, inexprimível noite.” empresta seu título do poema “Lugar II” do poeta português Herberto Helder (1930-2015) e reúne um conjunto de 60 obras que exploram a questão da forma e do mito do projeto moderno no âmbito da escultura. Materiais como argila, bronze e gesso dão corpo à obras que se posicionam numa constante negociação entre projeto e imprevisibilidade, entre programa e liberdade expressiva.

O conjunto de obras inclui esculturas de diferentes escalas, vídeo, intervenções na arquitetura da galeria e uma grande instalação (elemento paisagístico que organiza toda a exposição). Estes trabalhos remetem aos primeiros intentos humanos de assimilar o natural dentro de um pensamento projetual, mapeando o processo de assimilação da paisagem a partir do intelecto. “A ideia de projeto como pano de fundo, como orquestração de um sistema”, explica Mestre.

Cada uma das esculturas parece evidenciar um fazer sumário, claramente manual, como se estivesse inacabada ou em estado de puro devir, deixando, muitas das vezes, uma filiação ambígua quanto à sua natureza disciplinar. O uso da cor surge pontualmente, não tanto como sistema, mas antes como recurso que acentua, corrige ou esclarece questões pontuais do trabalho. Essa indefinição semântica, ou transversalidade programática é um dos eixos do trabalho. A problematização da capacidade performática de cada uma das obras é tornada evidente (senão parodiada) em situações como a da escultura de dois morros (obra que a dois tempos é escultura paisagística e nicho para outras obras menores).

O vídeo, que se apresentará no andar superior da galeria, coloca-se como uma espécie de síntese geral da mosta. A imaterialidade deste suporte contrasta de maneira decisiva  com o lado predominantemente objetual dos restantes trabalhos. Nele assistimos a uma transmutação lenta, silenciosa e interminável de formas geométricas e orgânicas, numa referência “apática” ao mito da arquitetura brasileira, à sua relação singular com a natureza e a paisagem.

Embora alguns dos procedimentos da arquitetura estejam envolvidos em seu processo — a exemplo dos croquis e as maquetes de estudo — o olhar de Mestre volta-se mais para a percepção da experiência dos corpos no espaço, sejam eles naturais, escultóricos, ou arquitetônicos. Parece ser essa intimidade entre natureza, espaço e forma, que a presente mostra de Mestre propõe desvelar.

rua fradique coutinho, 1360 são paulo, sp brasil 05416-001 | tel/fax +55 11 3031 6007
Agencia-digital-d2b-comunicacao