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José Resende

22 . ago . 2015  -  26 . set . 2015 , Galeria Millan
abertura 22 . ago . 2015, 12h - 16h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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    Dobras, 2015 Aço (sac 50) 210 x 210 cm
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    Corpo de prova II, 2015 aço inoxidável e fio de aço 300 x 665 x 90 cm
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    Upside down, 2015 tudo de latão com cabo de aço 600 x 200 x 100 cm
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    Dobras, 2015 Aço (sac 50) dimensões variáveis

A individual de José Resende na Galeria Millan pode ser compreendida como um desdobramento da exposição realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre abril e junho de 2015.  Até caberia dizer que a exposição vem a ser um transbordamento através do espaço e do tempo.

Na Millan, a mostra também é composta apenas por esculturas recentes e inéditas. Mas engana-se quem, apenas, antevê uma nova etapa do trabalho de José Resende - composta por projetos e soluções inovadoras. Pois o caminho percorrido nos 50 anos de produção do artista é de um “eterno retorno”; um continuum refletido e surpreendente. O humor, a tensão, as oposições de sentido, o movimento latente e a sua inscrição no espaço público sempre estiveram e estão presentes em sua obra.    

É inegável que a escultura de José Resende explora as relações entre a cidade e o corpo. Seja pela escolha de materiais– chapas e tubos metálicos, pedras, vidro, tecidos -,  ou seja pelo embate direto da obra – entre verticais, horizontais, diagonais e curvas – com o entorno. Guiado por um rigoroso pensamento plástico e uma imaginação lúdica, o artista, através de suas esculturas, provoca uma outra visibilidade sobre a paisagem urbana, a corporeidade e a mobilidade do mundo.

Aliás, a ideia de imprecisão do movimento é algo que une as obras de Resende expostas na Galeria Millan. A escultura Dobras (2015) é constituída pelo encaixe de duas chapas de aço: uma circular, dobrada ao meio, com duas fendas em “v” e outra em formato de meia lua. A densidade e a resistência das chapas inspiram uma permanência; uma estabilidade aparente. Que logo cai por terra quando percebe-se que há uma multiplicidade de possibilidades escultóricas dentro da mesma escultura – basta mudar o encaixe da chapa em v. É na ideia de um obra aberta que reside seu movimento, sua tensão constante.

Vale ainda por fim, ressaltar que se na Pinacoteca, a obra Dobras (2015) estava disposta como um par de esculturas idênticas, já na Galeria Millan, a peça se desmembra e aparece como um conjunto de esculturas, em diversas dimensões.

A obra inédita Corpo de Prova II, 2015 alcança outro tipo de movimento. O título já faz uma alusão ao que está em jogo na escultura. O cálculo e a precisão da engenharia são suficientes para controlar a imprevisibilidade da imaginação e do caráter sugestivo da forma plástica? De um lado, dois tubos de aço inox escovado de 4 metros, do outro, dois tubos de aço inox polido também de 4 metros inclinados e, ambos, conjuntos estão ligados por um cabo de aço. Corpo de Prova II remete a procedimentos anteriores - como nos vagões de trem suspensos por cabos de aço e ainda em algumas esculturas da década de 1970 - mas apresenta novas soluções: um balanço pressuposto e potente.

No átrio da galeria, a obra inédita Upside Down, 2015 – constituída por tubos de latão conectados por cabos de aço - impacta pela sua monumentalidade, pelo humor e pelo desafio da gravidade. Mesmo a despeito da leveza e da qualidade aérea da obra que, aliás, parece criar um volume virtual que avança em direção do corpo do observador, Upside Down, com os seus 6 metros de altura, tem como desafio se manter em pé. A escultura também excede em termos de escala o ambiente onde está instalada; há uma tensão entre obra e arquitetura, as dimensões dos espaços – como as colunas, a espessura das paredes, as passagens, os revestimentos de parede, o piso, o teto – são revistas.

Travessias

GERMAN LORCA
28 . jun . 2015  -  25 . jul . 2015 , Galeria Millan
abertura 27 . jun . 2015, 11h - 15h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Gl_57
    Janelas e Reflexos, 1978/1985 Painel composto por 28 fotografias de época Em gelatina de sais de prata com viragem de selênio 103 x 230 cm
  • Gl_55_0771_
    Fumante, 1954 Cópia de época em gelatina de sais de prata 43,5 x 36,5 cm
  • Gl_02
    Aeroporto, São Paulo, 1965 Cópia de época em gelatina de sais de prata 34 x 45 cm
  • Gl_43
    Sinal Positivo Negativo, 1970 Cópia de época em gelatina de sais de prata 44,8 x 34,6 cm

Como aproximar-se da obra de German Lorca, que aos 93 anos e com mais de 70 anos de atividade, ainda nos surpreende? A exposição Travessias que acontece na Galeria Millan, em parceria com a FASS galeria, tenta abordar essa e outras questões. A mostra reúne vinte e sete fotografias do artista, produzidas entre 1948 e 2014, contemplando sete décadas de produção ininterrupta.

Sabe-se que Lorca é um dos fotógrafos mais importantes dos "fotógrafos modernos paulistas", todos membros do Foto Cine Clube Bandeirantes, nas décadas de 40 e 50. O grupo soube se apropriar do crescimento vertiginoso da cidade de São Paulo do período. A cidade moderna pedia uma nova iconografia que a representasse. Lorca, por meio da experimentação e de seu instinto moderno, encontrou essa nova forma e fez do urbano personagem vivo de suas imagens.

Mas a exposição Travessias demonstra que a linguagem da fotografia de German Lorca transcende o repertório da chamada fotografia moderna; há uma evolução. São do princípio imagens celebradas como "Malandragem" (1949) e "Troncos cruzados" (1955).

Já nos anos 1960, é possível perceber em sua fotografia uma pesquisa gráfica e formal. São imagens que causam estranheza, como “Folhagens”, a janela “Mondrian”, “Andaime”, todas de 1960. Ou ainda mesmo  “Aeroporto” (1961 e 1965), onde a imprecisão e um conjunto de silhuetas provocam movimento.

Na série de fotografias realizadas em Nova York, em três viagens distintas (1967, 1978 e 1982), a cidade não se revela em sua magnitude; são planos fechados que constroem um mosaico de espelhos, vitrines e fachadas.

O tempo trouxe para a fotografia de German Lorca uma limpeza, um poder de síntese tal como em “Circulo quadrado” (2007).

Em sua série mais recente, realizada em 2014, o que importa é a composição da imagem e a busca pela a essência da forma, com os jogos de luzes e sombras criados pelo sol em diferentes horas do dia e da noite.

A exposição Travessias apresenta a obra de German Lorca não apenas como parte da história da fotografia moderna brasileira, mas como o desenvolvimento de uma linguagem visual coerente e original que se inicia no final dos anos de 1940 e chega até a segunda década do século XXI.

 

 


 


 

 

 

 

Art Basel

ARTUR BARRIO
18 . jun . 2015  -  21 . jun . 2015 , BOOTH C3, Hall 2.0
abertura 16 . jun . 2015, 11h - 11h
qui - dom, 11h - 19h
  • Galeriamillan_arturbarrio_navalharelogio1
    Navalha relógio, 1970 6 registros fotográficos 30 x 45 cada
  • Galeriamillan_arturbarrio_6movimentos1
    6 movimentos, 1974 12 registros fotográficos 30 x 45 cada
  • Galeriamillan_arturbarrio_umaobservac-a-o6aproximacoes1recuo1
    Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo, 1975 13 registros fotográficos 30 x 45 cada

Galeria Millan tem o prazer de anunciar a participação na Art Basel 46, na sessão Feature, com trabalhos do artista Artur Barrio, entre os dias 18 e 21 de Junho de 2015.
Desafiando as coordenadas sensoriais com as quais nós normalmente enxergamos o mundo, os trabalhos de Artur Barrio envolvem o público como se eles fossem participantes e acabam por sugerir uma nova forma de compreensão.

Trabalhando em diversas mídias - performances, instalações e videos - e usando materiais incomuns e potencialmente perturbadores - carne, o sal e resíduos orgânicos -, Barrio investiga elementos transitórios e escondidos da nossa realidade, frequentemente revelando beleza no inesperado. Seu trabalho transgride os limites no qual a arte é geralmente submetida e, foge de classificações estereotipadas. Embora, Artur Barrio trabalhe com procedimentos distintos, o núcleo conceitual da sua trajetória são as Situações, na qual o artista manipula fisicamente o espaço: modificando-o e tornando-o ativo e vibrante.


De acordo com João Fernandes, diretor do Museu Reina Sofia: “Barrio cria Situações onde constrói discursos pessoais em que ele se apropria do real, reconstituindo poética e politicamente em resíduos da mesma realidade que evidencia e que são normalmente ocultados de nós, pela domesticação social do gosto e pela auto legitimação social do objeto artístico”.


Para Basel, a Galeria Millan irá apresentar o registro fotográfico de três dessas Situações: Navalha Relógio (1970), 6 Movimentos (1974) e Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo (1975). Como as obras são efêmeras, os registros são a única forma que permitem àqueles que não estavam presentes fisicamente no momento conhecer os trabalhos.


Navalha Relógio é composta de três fotos e dois papelões que documentam uma ação, descrita pelo artista como: “Trabalho feito em julho de 1970, Rio de Janeiro. UMA LÂMINA DE BARBEAR COLOCADA SOBRE UM ESPELHO. O TEMPO - A IMAGEM. A LÂMINA DE BARBEAR”.


O Segundo trabalho intitulado 6 movimentos de 1974, foi feito quando o artista voltou a morar em Portugal. A peça é composta por 12 fotografias que mostra a ação de cortar uma tela.
Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo data de 1975. Realizada quando ele morava em Paris, a obra possui um tom poético mais do que as outras. Como cenário o mar e a praia aparecem, elementos que são caros e recorrentes na produção de Barrio.

Lapa

RODRIGO BIVAR
08 . mai . 2015  -  06 . jun . 2015 , Galeria Millan
abertura 07 . mai . 2015, 19h - 22h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Teste2

Conhecido por seu trabalho figurativo, Rodrigo Bivar apresenta em sua nova individual na Galeria Millan, intitulada Lapa, obras abstratas. São cerca de 15 óleos inéditos – de grande, médio e pequeno porte – que propõem uma espécie de “jogo mental” sobre o espaço na pintura; onde a estrutura permanece, com cores e formas que aparentam se deslocar na tela.


Rodrigo Bivar vem trabalhando em sua incursão abstrata há dois anos. A mudança não implicou apenas uma transformação estética, - onde, por exemplo, a cor se liberta de seu uso secundário na imagem e assume o papel de protagonista na pintura -, mas como também houve uma renovação no fazer artístico, onde o processo torna-se essencial.


O preparo das tintas também mudou: a tinta à óleo leva gema de ovo, ganha em transparência e permite aos trabalhos jogos de luz. A cera de abelha, usada pelo o artista, retira o excesso de brilho da tinta. Em cada tela, Rodrigo Bivar busca contrapor a rapidez na apreensão das imagens com a lentidão com que foram produzidas.


Para esta individual, o tradicional bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, onde Bivar mantém seu ateliê, foi fundamental. A arquitetura da região – paredes, portas, janelas -, se desfigura e, em seu lugar, surgem cores e formas que ocupam o espaço da pintura.


Se por um lado, Lapa denota essa ruptura na trajetória artística de Rodrigo Bivar, por outro, evidencia a relação afetiva que o artista possui com o bairro onde trabalha, tal como ele próprio enfatiza: “Sem me dar conta, a Lapa e suas cores adentraram na minha pintura.“

contrato social

RUBENS MANO
17 . mar . 2015  -  17 . abr . 2015 , Galeria Millan
abertura 14 . mar . 2015, 13h - 18h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Rm_sob_contrato_2015_bx
    subcontrato, 2015
  • Rm_contrato_social_bx

Em sua nova individual na Galeria Millan, contrato social, o artista Rubens Mano expõe 17 trabalhos inéditos – entre fotografias, instalações, vídeo e objetos – que informam como certas tensões culturais, políticas e sociais materializam-se no espaço e ‘naturalizam’ determinados processos de fixação territorial.

A exposição desdobra uma pesquisa iniciada em outras duas individuais do artista: let’s play (Galeria Casa Triângulo, 2008) e incessante – incurável (Galeria Millan, 2011). Enquanto na primeira a abordagem recaiu sobre implicações decorrentes da inscrição do artista e da obra de arte no espaço expositivo, na segunda, Rubens Mano se debruçou sobre distintos aspectos definidores da superfície visível do universo artístico. Agora, o artista expande a investigação para os processos de apropriação de territórios e suas implicações e expressões na constituição de espaços. Como ele próprio diz: “É no território do instável que se moldam as formas do aparentemente estável”.

A individual ocupa todo o espaço da Galeria Millan. No andar térreo, além de fotografias (como as da série natureza privada) e objetos, o artista exibe uma instalação na área externa, que recebe o mesmo título da exposição. O andar superior será ocupado por fotografias e também um vídeo, intitulado análise de sistemas.

Em contrato social, Rubens Mano explora certas complexidades constitutivas do espaço e como estas se desdobram em múltiplas dimensões da vida privada e pública, individual e coletiva, natural e cultural.

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