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MARIO CRAVO NETO

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(Salvador, BA, Brasil, 1947 – 2009) Fotógrafo, escultor e desenhista, Mario Cravo Neto recebeu suas primeiras orientações no campo das artes através de seu pai, Mario Cravo Júnior. Desde o início de sua carreira, interessou-se sobretudo pela fotografia e pela escultura. O artista também se dedicou à realização de instalações, e a sistemática documentação desses trabalhos lhe proporcionou intimidade com a linguagem cinematográfica. Nos anos seguintes, sua obra consistiu em pesquisas fotográficas em estúdio com a proposição de grandes instalações visuais, explorando o caráter e a dimensão escultórica daquela linguagem. Os temas abordavam especialmente as práticas religiosas (catolicismo e candomblé) da cidade de Salvador. Essas imagens revelam grande densidade dramática e caráter ficcional, próprio de uma investigação acurada da linguagem fotográfica.

Cravo Neto foi dos primeiros fotógrafos contemporâneos brasileiros a obter ampla consagração internacional a partir da década de 1970, tendo realizado numerosas exposições (tanto coletivas quanto individuais) em diversos países. Entre as mostras, podemos destacar as XI, XII, XIII, XIV e XVII Bienais de São Paulo, Brasil; Geográfias (in)Visibles, Arte Contemporáneo Latinoamericano en la Colecion Patricia Phelps de Cisneros, Centro Cultural Eduardo León Jimenes, Santiago, República Dominicana (2008); Mapas Abiertos, Fotografia LatinoAmericana 1991-2002, Palau de la Virreina, Barcelona, Espanha (2008); O Tigre do Dahomey – A Serpente de Whydah, Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil (2005); Ars Erotica: Sexo e Erotismo na Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil (2000); Fahey Klein Gallery, Los Angeles, EUA (1998); Kunstverein Steyr, Stein, Áustria (1995), entre outras.

Mario Cravo Neto publicou diversos livros, entre eles: Bahia (1980); Cravo (1983); A Cidade da Bahia (1984); Os Estranhos Filhos da Casa (1985); Ex-Voto (1986); Mario Cravo Neto (1987); Angola (1991); O Tigre do Dahomey – A Serpente de Whydah (2004); e Flecha em Repouso (2008). O artista recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte em 1996, o Prize Waterhouse no Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1997 e o prêmio de melhor fotógrafo do ano da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1980, 1995 e 2005.

Seu trabalho integra as coleções de importantes instituições nacionais e internacionais, como: Museum of Modern Art, Nova York, EUA; The Museum of Fine Arts/The Allan Chasanoff Photografic Collection, Houston, EUA; Museu de Arte de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Brasil; Patricia Phelps de Cisneros Collection, Caracas, Venezuela; Tokyo Institute of Polytechnics, Center of Photography, Tóquio, Japão; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri, Espanha; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil, entre outras.

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