Tunga apresenta mostra retrospectiva no Itaú Cultural/Intituto Tomie Ohtake

Tunga: conjunções magnéticas celebra a produção artística de Tunga (1952-2016), artista cuja prática move-se livremente entre as mais diversas disciplinas, como escultura, desenho, performance, instalação, poesia e vídeo, transgredindo linhas fronteiriças não apenas no âmbito da expressão artística mas também em relação a outras práticas humanas, desde a ciência e a alquimia até os ritos ancestrais.

A exposição, com curadoria de Paulo Venancio Filho e correalização do Instituto Tunga, propõe uma retrospectiva que apresenta a extensão da obra de Tunga em consonância com sua prática e sua poética plástica.

Formado em arquitetura e urbanismo na década de 1970, Tunga dialogou com grandes nomes das artes contemporâneas, como Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Sergio Camargo e Lygia Clark.

Desenhos, esculturas, objetos, instalações, vídeos e performances. A diversidade de suportes revela os seus múltiplos interesses, que percorriam diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, arte psicanálise, química, física e filosofia. A pluralidade também se fez presente no uso de materiais. De maneira notável, Tunga explorou ímãs, vidro, ferro, bronze, feltro, borracha, dentes e ossos. Sua obra ganhou simbologia e presença, aproximando-o da produção artística em evidência no panorama internacional.

Participou da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel, teve quatro passagens pela Bienal internacional de São Paulo e esteve em mostras no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, no Jeu de Paume, em Paris e na Whitechapel Gallery, em Londres. No Instituto Inhotim, em Minas Gerais, dois espaços destacam a obra do artista, a Galeria True Rouge (2002) e a Galeria Psicoativa (2012). Tunga foi o primeiro artista contemporâneo e o primeiro brasileiro a expor no Museu do Louvre, em Paris, em 2005.

Parte dessa extensa produção está em Tunga: conjunções magnéticas, que reúne aproximadamente 300 obras. Além do Itaú Cultural (IC), a mostra estende-se para o espaço do Instituto Tomie Ohtake, que recebe a escultura Gravitação magnética (1987) – cujos esboços ocupam o espaço de ambos os espaços culturais – e o filme-instalação Ão (1981).

Para complementar a exposição e convidar a um mergulho mais aprofundado na história de Tunga, durante a mostra serão publicados no YouTube do IC vídeos que reúnem depoimentos de Paulo Venancio Filho (curador da exposição), Fernando Santana (assistente de Tunga), Paulo Sérgio Duarte (curador e crítico de arte), Waltercio Caldas (artista), Gonçalo Mello Mourão (irmão de Tunga) e Lia Rodrigues (bailarina e coreógrafa) que tratam de temas como quem foi Tunga, a energia da conjunção, suas inspirações, seu processo criativo e a variedade de suportes e materiais em seu trabalho.