COMUNICADO

COMUNICADO

diário da quarentena

Bola para frente, Lenora de Barros, 1994 

 

A Galeria Millan estará fechada a partir de segunda-feira, 16 de março, seguindo orientações de autoridades de saúde da cidade de São Paulo. Estamos zelando pelos nossos funcionários, amigos e frequentadores. O trabalho continua remotamente de casa, e atendimentos individuais podem ser programados com nossos funcionários. Acessem nosso site e meios de comunicação. Estaremos à disposição. Desejamos que tudo se resolva o mais breve possível!

Uma conversa com Barrio

Uma conversa com Barrio

diários da quarentena

Uma conversa com Barrio

A Galeria Millan começou o período de quarentena em meados de março. Em um primeiro momento, pensamos como poderíamos levar nosso conteúdo para quem estivesse em casa e com isso, conversamos com nossos artistas. O momento era e é de incerteza em diversas esferas da vida de todos. 
Fizemos e estamos fazendo diversos movimentos e trocas com nossos artistas. Particularmente, o Artur Barrio seria um desafio para mim, Renata, que nunca tinha conversado com ele. Sentia uma certa distância daquele grande artista. Recebi o sinal positivo de Socorro e André de que ele falaria comigo em uma live, talvez de seu barco. O artista vive grande parte do seu tempo em seu barco intitulado Pélagos há 17 anos. Porém, por alguma razão não conseguia me comunicar com Barrio. Tentei por diversas vezes mandar mensagem, ligar e nada. Não completava a ligação. Quase que em uma desistência, fiz a ultima chamada a qual não tive sucesso. Achei que, por fim, já não conseguiria mais me comunicar com ele. Meia hora depois, meu telefone toca: “Renata, aqui é Artur”.  ....

*Renata Megale é jornalista e responsável pela comunicação da Galeria Millan.

íntegra

Ela não disse não

Ela não disse não

Bob Wolfenson


“A obra do fotógrafo Richard Avedon causou em mim um impacto definidor sobre minha escolha por qual vertente da fotografia eu viria a me aventurar em minha trajetória profissional. Dentre tantas imagens escolhi esta para comentar. É um chute no estomago, indício de que a vida na ribalta cobra seu preço e está longe do glamour sorridente e celebrativo, bem ao tom das publicações sobre famosos vigentes até nossos dias. E atesta a potência da imagem fundida à reverberação que uma celebridade( na época a palavra celebridade ainda não havia adquirido o tom pejorativo de hoje) dá à ela. E amplifica seu alcance e visibilidade. Esta tem sido também a matéria prima do meu trabalho. Em que pese muitas das vezes estar ancorado na larga difusão que as personalidades, retratadas por mim, têm sobre o público é imprescindível que haja algum ruído, alguma subversão na imagem domesticada e aceita como icônica destas pessoas. Fosse um retrato de qualquer um teria sua pungência, todos os elementos para sua apreciação estão contidos nele mesmo. 

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